>Algumas palavras para introduzir a Psicanálise…

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Preciso falar um pouco sobre o estudioso que trouxe à tona a “terceira ferida narcísica” para o homem. Fala-se em terceira ferida narcísica porque antes de Freud, outros dois grandes estudiosos chocaram o mundo com suas proposições. Refiro-me primeiramente a Copérnico, que afirmou que não somos o centro do universo, ou seja, a Terra não está no centro do Universo e os homens não são o centro do mundo! A segunda ferida foi a de Darwin, onde este, por sua vez, declarou que não somos seres especialmente criados, ou seja, os homens descendem de um primata. E a terceira ferida que apresento é a de Freud, que afirma através de seus estudos com seus pacientes que nós não somos senhores de nós mesmos. A partir desta frase, Freud apresenta ao mundo seu conceito de inconsciente.
Mas o que vem a ser inconsciente? É o lado obscuro de nossa consciência? É o que queremos esconder dos outros? O que não presta? Tantas são as perguntas…mas para todas estas que coloco aqui, a resposta é não.
O inconsciente é o que possuímos de mais particular em nós. Foi através dos sonhos que Freud primeiramente tentou explicar o conceito de inconsciente. Os sonhos foram a primeira porta encontrada por ele para se ter acesso a este novo “mundo psíquico”. Mas, ao contrário do que se pensa, o inconsciente não é um lugar, ou uma parte da consciência, ele é na verdade, uma lei de articulação. Teremos tempo para explicar melhor!
Freud ao estudar suas pacientes histéricas notou um fenômeno que nem mesmo a medicina poderia explicar, e isto, claro, foi motivo de interesse para muitos médicos e estudiosos da época, cito principalmente Charcot e Breuer. Nesta época, tornava-se comum mulheres com sintomas variados, como paralisias,  dores muito fortes, etc, e que não era algo físico, logo, utilizava-se muito a hipnose para a remoção dos sintomas. Charcot elaborava verdadeiros “shows” aos estudantes e interessados nos casos, utilizando-se da hipnose (como mostra a imagem abaixo).
A hipnose foi fundamental para o avanço dos estudos de Freud, mas até certo ponto, pois depois isso muda. Acho interessante, pelo menos citar Anna O., pois foi uma paciente de Breuer que gerou muita polêmica com seus sintomas histéricos e por seu “amor” ao médico Breuer. Por conta desse “amor” que a Anna dizia sentir por Breuer, este se assusta e decide abandonar o caso para salvar seu casamento! Sua mulher já não suportava mais as horas de atenção que Breuer dedicava a Anna O.
Já que cheguei na palavra amor, explico que a coloquei entre aspas anteriormente porque este amor, que Anna dizia sentir por seu médico, mais tarde foi entendido como algo presente numa relação entre médico (analista) e paciente (analisante), mas que ganha um novo termo: Transferência! Ah…se não fosse a transferência, não teríamos análise, analistas nem analisantes… que horror ! Este amor que, ora se apresenta como a mola propulsora da análise e, ora como uma grande resistência! Parece contraditório não é? Bom, mas é isso mesmo…A Psicanálise é repleta de paradoxos, não-ditos e lacunas. Mas o homem não é assim? Somos perfeitos? Somos completos e plenos? Não. Então como uma teoria que estuda a psique humana poderia ser?
Gostaria de escrever mais, mas por enquanto deixo isto apenas, para quem de repente nunca leu nada sobre este tema…
Mariana Anconi

5 thoughts on “>Algumas palavras para introduzir a Psicanálise…

  1. >Adorei sua escrita Mari, mesmo sendo adepta a outra abordagem, do jeito que você escreve não tem como não se interessar pela psicanálise também. Beijos,Cristiane Elleres.

  2. >PS.:Por enquanto vou manter minhas opiniões nada subjetivas e contundentes a respeito do meu nobre amigo Freud na surdina…bjosbrunobogea

  3. >Bruno, que bom que gostaste dos textos! Fique à vontade para expor sua opinião sobre nosso amigo Freud, mesmo que esta não seja subjetiva e contundente! O importante como já dizia Freud é falar…Beijos!

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