Jogos de Amor

Sabes do que sinto, do que penso e do que não penso. Gosta de brincar com as palavras, me envolvendo num jogo complexo, cheio de sentimentos. Num instante, diz que me quer, no outro, finge não me ver. Finge será?

Quando me abraça, não escondo a alegria: você é meu. Quando disfarça, olha pro lado, contempla outras que não eu, me jogo em ti, como uma criança querendo chamar atenção. Dizes que sou louca, meio perdida em meus sentimentos, mas afinal, quem não é? Não quero nada, exceto teu olhar e admiração. Nem peço muito…

Como num faz-de-conta infantil falas que sente falta de tudo: abraço, beijo, cheiro, jeito…tudo. Desmentida que sou, “acredito” em tuas palavras, soltas, sem dono, sem verdade. Porém sedutoras, repletas de desejo e encobridoras da realidade. Se eu te quero, não preciso de jogos ou mentiras, falo sem medo, sou mais direta que você, isso te assusta.

Na verdade, muitas coisas te assustam, isso me irrita. Te assusta o fato de eu ser independente, direta, sonhadora, sedutora… verdadeira. Odeio jogos, odeio que me faça esperar, odeio TE esperar. Disputo seu tempo com tantas outras coisas, que até canso.

Somos assim, num momento “tudo vai bem, obrigada”, onde trocamos palavras de afeto, conforto, paixão. No outro, não sabemos mais quem somos, desistimos de sonhos conjuntos, disputamos a palavra final, e em momentos de cólera nos desrespeitamos e vemos o momento final.

Que dura até a próxima ligação, repleta de “volta pra mim”  e “saudade de você”…

Não quero mais jogar. GAME OVER!

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Beijos!

Mariana Anconi

4 thoughts on “Jogos de Amor

  1. Olá Mariana,
    Texto carregado de emoções, me recordei do conceito de amor imaginario, amódio. Essa necessidade do outro, de ter o outro. Ao mesmo tempo algo carnal, pulsante, uma necessidade, um vício. É maravilhoso se apaixonar, mas a paixão, ao meu ver, tem prazo de validade definida.
    O relacionamento, necessita dar um passo adiante em busca de algo mais profundo, simbólico, mediado por trocas, onde entra em ação a palavra, carinho, respeito, admiração pelo outro.
    Em alguns casos existe um estágio posterior, onde a presença do outro já não conta tanto, o que importa realmente é manter-se a uma certa distância para que quando a saudade bater tenhamos como obter notícias. Assim, um simples contato, um texto, uma mensagem, serve para satisfazer o desejo pelo outro.
    Beijos

    • Oi Marcelo!
      Nesse texto fala-se de um amor meio que confuso, que nada tem muito a ver com o amor simbólico. É um amor misturado com paixão…que traz sofrimento também.
      Concordo com você, em alguns casos existe sim um estágio posterior.
      Obrigada pelas contribuições aqui no blog, saudades!

      Beijão

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