Ensina-me a viver Amélie

Filme inspirador. Pequenos gestos, comportamentos, atitudes ganham grande relevância nessa história. Uma simples caixa é capaz de transformar a vida de uma jovem. Amelie, filha de um pai médico, frio e distante e de uma mãe obsessiva e disciplinadora. Vivia com eles e com o peixe suicida, até que vai morar só, num bairro parisiense: Montmartre.

Cenas que despertam para algo que temos tendência em esquecer: a simplicidade da vida. É isso, complicamos tanto as coisas que por vezes nos vemos sem paciência; ficamos cegos; cegos de tudo. Amelie que encontrava-se em uma vida pacata, monótona consegue transformar desejos distantes em possibilidades reais. Fantasias de menina agora ocupavam a mente de uma mulher, que estava mergulhada na solidão de seus pensamentos.

A grande virada do filme consiste na mudança de atitude de Amelie diante da vida, parece que tudo ganha uma nova perspectiva, e, de quebra, um amor surge. Amor forte que faz seu coração, de fato, acelerar.

Mistura de romance com as cores da inocência, O fabuloso destino de Amelie Poulain, convida-nos a ver a vida através de novos prismas, e torcemos para que a pequena Amèlie, no final, sinta-se bem em seu novo mundo. Quem se interessar em assistir o filme (recomendo demais!) fique atento a trilha sonora, que faz seu papel de maneira magnífica.

Abaixo, uma cena do filme que faço questão de destacar:

Por fim, algumas palavras surgiram, dando forma ao poema abaixo:

Vivre

Amelie, Amelie

Ensina – me a viver

Tu que tens as cores da vida

Da paixão e da compaixão

Do perdão e do não

Ensina-me a viver

Que desde a infância

os sonhos são possíveis

As dores são reais

e as alegrias são visíveis

Ensina-me a viver

Tu que tens a inocência de menina

A sedução de uma mulher

A tristeza de um coração solitário

O olhar carente

Ensina-me a viver

Teu sorriso que ilumina

A verdade que transmite

e transforma o mundo

Ensina-me a viver

porque nessa vida

sem tuas cores

Não há como aprender.

——————-

Beijos, au revoir!

4 thoughts on “Ensina-me a viver Amélie

  1. Querida Mari,

    O mais belo dos teus belos posts ! Magnifique!!! BRAVO!!!

    Tu me surpreendes (mais e mais) a cada dia.

    A tua Poesia, que emociona, serve como grande fonte de inspiração para àqueles que acreditam que o universo conspira sempre a favor da realização dos sonhos mais encantadores e dos desejos mais nobres. Ensina-me a viver Amelie: “E, quando chega a hora, precisa saltar sem hesitar”.

    Tua narrativa é um alerta de que não se pode desperdiçar o milagre/a oportunidade extraordinária de viver – a vida não deve ser um lugar “anódino, inodoro, insípido e incolor”. O texto é um incômodo aqueles que vivem fechados, acomodados e receosos de seguir em frente e ir além do que é seguro e confortável. Ensina-me a viver Amelie: “Você não possui ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida.”

    Enfim, teu post ilumina os caminhos ao lembrar que as mais admiráveis, raras e belas histórias pertencem àqueles que enxergam um significado maior no mundo, que desafiam os limites, que ousam ir “ao infinito… e além”, que empreendem o futuro, que recriam suas vidas, que transformam em ‘fabuloso’ o seu destino e o de outros, e que principalmente amam intensamente (como Amelie em Paris! Onde mais ?!?). Ensina-me a viver Amelie: Só o verdadeiro amor constrói, e ele é (sempre) o início, meio e fim de tudo.

    Bisous! A bientôt!

    –Digão

  2. Ótima recomendação Mariana, Amelie faz parte da minha videoteca e em destaque para que surja sempre o desejo de assisti-la novamente.
    Me chama a atenção a forma como a estória é contada, como os detalhes ganham um sentido especial. Além disso, a transformação que você citou, onde uma caixa com lembranças alheias surge como um enigma para a personagem. A curiosidade pelo mundo do outro abre as portas para outra realidade, a saída do mundo imaginário (solitário) e a entrada no simbólico (das relações interpessoais).
    O interesse pelo universo do outro aparece como uma salvação, Amelie percebe que através dos seus atos pode transformar a vida de outras pessoas. Até que surge mais um enigma, o do albúm perdido e a foto do fantasma. Ali Amelie é agraciada com o amor, o encontro, o encanto, a admiração. Sinto que naquele instante, parafraseando sua poesia, “a tristeza de um coração solitário e o olhar carente encontram as cores da vida”.
    Bem, o significante da caixa com as lembranças me fez voltar ao passado e recordar de uma certa “caixa de conchas do mar” e da “caixa com o mapa mundi”. A primeira com as memórias de uma viagem especial e a segunda com o espaço para os registros das viagens futuras. Prefiro também acreditar que os sonhos são possíveis, assim como em “Amor nos tempos do cólera” de Gabriel Garcia Marques através dos personagens Florentino e Firmina.
    Beijos e saudades

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