Psycho e Psicanálise – Parte I

Olá!

Tô numa fase de filmes antigos. Antigos mesmo, daqueles “noir et blanc” ainda! Ah, tão bom voltar no tempo e ver como cineastas brilhantes utilizavam os recursos que tinham na época! Hoje temos filmes tão bons e perfeitos que até perde a graça! haha

Um tempo atrás eu estava assistindo vários da Audrey Hepburn (Breakfast at Tiffany’sCinderela em ParisSabrina e A princesa e o plebeu). Como adoro os filmes dela! Sem falar que ela parecia mesmo uma bonequinha…

Mas o post de hoje não é dedicado a Audrey (ainda vou escrever sobre ela…) e sim sobre um filme antiiiigo, preto e branco (por opção!) mas que ainda hoje é lembrado por todos, mesmo aqueles que nunca o viram! O famoso filme de Alfred Hitchcock – Psycho [1960] – (br: Psicose).

Decidi assistir a esse clássico mês passado! Estou um pouco atrasada né, mas esse é só um dos filmes da lista de clássicos que ainda preciso ver…[shame on me!] A lista é grande…!

Bom, não sou crítica de filmes, nem pretendo ocupar este lugar. A intenção de trazer esse filme ao blog, é devido ao alto teor psicanalítico!!! Fiquei impressionada ao assistir o filme; cada cena, cada diálogo, me remetia algo da Psicanálise. Pensei comigo mesma: Gente, Hitchcock fazia análise, não é possível!! E não é que quase acertei. Quem fazia análise na época era o roteirista Stefano.

Durante os comentários nos extras, Stefano comenta bastante sobre seu envolvimento no filme e como foi trabalhar com Hitchcock. Fala do jeito perfeccionista do diretor, e, como exemplo, cita o sangue que escorre do corpo de Marion Crane (moça esfaqueada no chuveiro) para o ralo do banheiro, que tinha que ir de um determinado jeito. [Haja paciência!]

Durante sua fala, Stefano, cita várias mudanças que fez em relação a estória original, todas as adaptações com o intuito de deixar o filme mais interessante. Stefano, na época das filmagens e quando fez a adaptação do roteiro estava em processo de análise, com um psicanalista, e ele relata o quanto que estava envolvido com conceitos da psicanálise, principalmente: complexo de édipo!

Pra quem AINDA não viu o filme [agora posso brigar, porque eu já vi!] a estória gira em torno uma moça de valores éticos e morais duvidosos [Marion Crane] seu namorado [Sam] e o moço esquisito filho da dona de um motel beira de estrada. O fato é que, Marion decide roubar um dinheiro que seu patrão vai receber para ajudar o namorado, no caminho para a cidade onde Sam mora, ela decide parar no motel para descansar, eis que ela conhece o simpático Norman Bates!

Os dois se dão muito bem no começo, conversam, ele oferece comida a moça [curiosidade: todos os filmes de Hitchcock possuem cenas que envolvem comida] até que entra em cena a mãe de Norman, cuja voz é a única pista que temos para saber que ela “existe”. Mãe e filho travam um diálogo seco e desrespeitoso em relação a Marion. Esta ouve tudo e fica muito sem jeito. Norman pede desculpas pela mãe e informa o quanto que ela está doente, e que vive para cuidar dela.

Após refletir sobre o que estava fazendo (roubo do dinheiro) Marion decide voltar a sua cidade e devolver o dinheiro! Decidida, estava mais tranquila, alegre e um banho a deixaria limpa de toda essa “sujeira”. Hitchcock tenta explicar a ideia do banho:

“Marion had decided to go back to Phoenix, come clean, and take the consequence, so when she stepped into the bathtub it was as if she were stepping into the baptismal waters. The spray beating down on her was purifying the corruption from her mind, purging the evil from her soul. She was like a virgin again, tranquil, at peace.”

Então ela vai tomar um banho … refrescante e …Voilá! Estamos na famosa cena do chuveiro. Com aquela música horripilante [Bernard Herrmann/ título:The Murder] associada as facadas no corpo de Marion [curiosodade: o som das facadas, nesta cena, é na verdade, o som de um melão sendo esfaqueado/ a cena demorou 7 dias para ser gravada]. Nesta cena, a única pista que temos do assassino é quando este sai do banheiro, e o vemos de costas; uma senhora de cabelo preso e vestido! Ohh! Supostamente trata-se da mãe de Norman Bates, que é doente e falou mal de Marion! Essa é a pegadinha de Hitchcock…

Fiquei cho-ca-da quando Marion morre numa cena de 3 minutos, antes do filme chegar na metade! Ah, e ainda de olho aberto…[curiosidade: a atriz revela que a cena em que fica de olho aberto foi extremamente desconfortável, pois a água ainda escorria em seu rosto, e ela não poderia piscar; Hitchcock fez um sinal para ela avisando que a câmera havia tirado o foco de seu rosto para ela então piscar].

A partir daí, a irmã e o namorado de Marion começam uma busca por ela, pedindo ajuda até para um detetive. Eles retornam ao motel de Bates e percebem algo de estranho naquele local.

Norman responde as perguntas do detetive, mas isso não o convence. O detetive decide ir até a casa da mãe de Norman falar com ela, e então, o pobre, morre também…! A irmã de Marion vai atrás do detetive e dá de cara com o assassino:

Norman vestido de sua mãe, ou seja, peruca, vestido e claro…sua faca!

Bom, no final do filme, temos um psiquiatra explicando a patologia de Norman Bates em termos BEM freudianos e, é aí, que eu entro com uma análise do filme sob uma perspectiva psicanalítica. Mas, como esse post já ficou muito longo, minha análise segue no post seguinte!!! O filme é tão interessante que me empolguei contando a estória pra vocês e não fiz análise nenhuma… haha

É bom que se alguém ainda não viu o filme, dá tempo de ver e depois ler a análise sobre ele, que devo postar até o fim desta semana…Deixo vocês com a música do filme!

*Tentei fazer um resumo BÁSICO do filme, me perdoem a forma como fiz, pois um filme como este não dá para descrever bem em poucos parágrafos… 

Até mais!

MA

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