Para além do respeito

Maturidade. Atingir um estado de maturação quando se fala numa fruta, por exemplo, é muito simples, basta perceber sua cor, textura, cheiro, formato, tamanho, etc. E com as pessoas? Devo considerar uma pessoa com maturidade devido apenas sua idade cronológica, aspecto físico, experiência de vida?

A vida tem me mostrado que não.

Já vi homens de 15 anos e meninos de 40. Não pensem que as mulheres estão alheias a isso.

Limites são importantes, as regras delineiam os desejos e impulsos mais primitivos. Além do que, nos constituem enquanto sujeitos da sociedade. O certo e o errado podem muitas vezes estar ligados a cultura, educação e modo de ver de uma pessoa. Logo, não generalizar é um bom começo. O que é certo pra mim, não necessariamente será para você. Isso mesmo, ninguém é obrigado a ser que nem você, pensar igual ou mesmo ter atitudes iguais.

Diferenças… como elas atrapalham, mas como elas também ensinam. O diferente incomoda, angustia, gera atrito, conflitos internos e externos. Alguns não estão preparados para lidar com a disparidade, que nos tira de uma zona de conforto e nos coloca num estado de tensão. Ai como é difícil aceitar comportamentos diferentes dos nossos! Mas, será se são tão diferentes assim?

Será se estes já pensaram no quanto que seus julgamentos podem afetar a si mesmos? Ou já pensaram que atacar o outro é uma forma de não saber lidar com sua próprias questões, dificuldades e preconceitos? Ou mesmo que eles não aceitam que no fundo, no fundo, são iguais aos que julgaram, só não querem aceitar?

Não será muito mais fácil julgar à minha maneira aquilo que eu não suporto e desconsiderar as razões do outro? Ah sim meus amigos, isso é mais fácil, mas será o mais correto? Julgo, opino, condeno aquilo que me atinge, e por isso estou sempre com a razão. Alguns pensam assim. Nos casos mais extremos temos a intolerância nas ruas, contra negros, índios, homossexuais. Realidade ainda cruel, mas realidade. Um país que ainda não sabe o real significado da palavra RESPEITO. Mas o  que adianta falar do país se nossas diferenças não são respeitadas dentro da nossa própria casa?

Ponto limite. Ponto de basta. Que liberdade é essa? Já não sei mais o que é isso…

2 thoughts on “Para além do respeito

  1. sempre perfeito suas ponderaçoes,cada vez mais tenho orgulho de ter uma sobrinha postiça escritora.Já falei ,sou uma das primeiras convidadas para o lançamento.beijao querida,continue assim e mostre para o mundo que vc nao é apenas linda,és inteligentisssima.

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