Curso sobre a Metodologia IRDI

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O curso sobre Metodologia IRDI ministrado pela psicóloga Mariana Anconi, que aconteceu no dia 09/11/13, contou com a participação de 60 profissionais da educação e da saúde discutindo e refletindo sobre as possibilidades de ação para a prevenção e promoção de saúde mental em instituições de ensino infantil.

Agradecemos a todos os pedagogos, psicólogos, psicopedagogos, assistentes sociais e enfermeiros presentes. Agradecemos ainda à SEMED (Secretaria Municipal de Educação) que estimulou a  participação dos seus servidores enviando um número expressivo de participantes e, consecutivamente, multiplicadores. Agradecemos, pela participação expressiva, à Casa da Criança e, também, às escolas COC, Maple Bear, Educator, Educare, Conviver e Upaon-Açu.

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FONTE: Site pleno.me

As depressões na atualidade: O “blues” que ninguém quer saber

Olá pessoal, hoje postarei um texto que aborda um tema importante e atual. São muitas dúvidas a respeito deste tipo de diagnóstico, mas uma coisa fica clara, diante de tanta complexidade e confusão de discursos (médico, psicológico, etc), nossa sociedade atual não dá lugar mais a tristeza. É, a tristeza inerente a vida, que indica que estamos vivos e reagimos a determinadas coisas, assim também como ficamos felizes em outros momentos, não estamos anestesiados as situações da vida.

Boa leitura! Continuar a ler

Intervenções do analista com crianças

A propósito do analista, qual é a sua função? E a qual é a função da brincadeira na cena analítica? O analista situado no contexto da análise de crianças permeia por um caminho muito sutil, onde muitas vezes, marcas ainda podem ser inscritas no psiquismo. Contudo, sua função precisa estar muito bem definida para que não caia em armadilhas muito atraentes. Continuar a ler

Movimentar é preciso

Diante dos últimos fatos ocorridos no circuito psicanálise e saúde pública, senti-me convocada a exercer a escrita mais uma vez, numa tentativa (quem sabe) de elaborar tudo que foi absorvido durante o evento que ocorreu na Universidade de São Paulo, este final de semana (22, 23 e 24 de março de 2013), reunindo mais de 200 psicanalistas engajados no trabalho clínico com pessoas com autismo.

Tais fatos ocorridos, mencionados acima, referem-se as demissões em massa que vêm ocorrendo descaradamente nos serviços de saúde pública do estado de São Paulo. A saber, o último que tivemos notícia foi no CAPS Itapeva (diga-se de passagem, primeiro CAPS do Brasil) que tem em sua equipe multidisciplinar psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, etc. E anterior a isso, o “quase” fechamento do CRIA (Centro de Referência da Infância e Adolescência) vinculado a UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), sob a justificativa de que tal instituição não adotava métodos científicos em seus tratamentos, instituição esta composta por uma equipe com orientação teórica em psicanálise.

O fato é que, o clima de ameaça instalou-se entre os profissionais que utilizam-se da metodologia psicanalítica em suas práticas, e de repetente, me vejo de volta ao início do século XX, onde outras metodologias da saúde decidem extinguir e pulverizar a peste (lê-se psicanálise). Façamos uma pergunta: O que é ciência? Sim, me pergunto, porque se uma metodologia que está presente nas pesquisas financiadas por grandes universidades do país, que apresenta respostas e avanços nos tratamentos, que baseia-se em dados clínicos, não for uma ciência, o que mais pode ser? O que estamos fazendo nas universidades, pesquisando e publicando artigos CIENTÍFICOS? Nada?

Após todos esse acontecimentos, profissionais psicanalistas que atendem pessoas com autismo (médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, etc) tocados pelos absurdos na saúde pública reuniram-se no intuito de pensar e organizar um movimento que, mais do que tudo, defende a ideia da diversidade de metodologias e práticas na ciência. Mais ainda, defende o direito que os pais, por exemplo, tem em escolher o tipo de tratamento para seus filhos. Isso, claro, sem ser através um discurso persecutório, ou de denuncia de outras práticas, mas sim, um discurso que visa divulgarmos cada vez mais nosso trabalho (me incluo neste movimento) quebrando ideias e preconceitos desenvolvidos erroneamente, talvez por uma má interpretação teórica (pagamos caro por isso).

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Outro ponto importante ao qual o movimento está a favor, trata-se da possibilidade de diálogo entre ciências, diante de um diagnóstico. Em relação ao autismo por exemplo, não defende-se a ideia de que seja uma causa unicamente psíquica, mas que há também uma base orgânica envolvida. Em resumo, não se trata de radicalismos ou exclusão das outras ciências, o que reivindica-se aqui, é o diálogo aberto entre profissionais, numa proposta de equipe interdisciplinar, onde  há a construção de novos saberes nas fronteiras. Isso é olhar mais para o paciente, e menos para o próprio umbigo.

Como diz o nome (Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública) é mesmo para movimentar, dar voz aos profissionais que defendem um trabalho com ética e na ética da psicanálise: a do sujeito. Tudo está sendo construído e pautado no desejo mesmo de cada profissional, desejo este que move para além das barreiras. Momento único este, pois trabalhamos com a escuta, e agora precisamos ser escutados.

Mariana Anconi

V Congresso Internacional de Convergência

CONVOCATÓRIA – retirado do site (www.congressoconvergencia.com)

O ATO PSICANALÍTICO: Suas incidências clínicas, políticas e sociais.

A Psicanálise é uma prática discursiva cujos efeitos podem ser observados na clínica e também na vida cotidiana há mais de um século. Suas posições inovadoras, mesmo subversivas, sempre foram objeto de discussão dentro e fora das instituições psicanalíticas. As incidências do trabalho com o inconsciente mostram que a escuta do sintoma é possível considerando que este é sinal do sujeito e não manifestação de doença. Ora, nestes tempos de exigência de gozo imediato e de discursos fundamentalistas, face ao inevitável mal-estar na cultura, um tratamento que não ofereça cura milagrosa ou consolo permanente coloca-se como referência ética de que os atos de palavra são transformadores.

As associações e os psicanalistas reunidos em Convergencia – movimento lacaniano para a psicanálise freudiana – consideram que as articulações entre o sujeito e sua polis são indissociáveis; pois o psicanalista é permeável aos discursos e, para que a psicanálise possa avançar em sua prática e teoria, faz-se necessário um exame permanente das consequências de seus atos.

No V Congresso Internacional de Convergencia que acontece em Porto Alegre, teremos oportunidade de renovar esta aposta. Um momento de encontro e debate sobre os efeitos do ato psicanalítico na clínica das neuroses, das psicoses e das perversões. Acontecimento onde os psicanalistas podem dar conta da sustentação de seu ato nos mais diversos âmbitos – consultórios, ambulatórios, hospitais e outros cujo lugar de reunião é uma oportunidade para compartilhar a experiência. Além disto, temos espaço para verificar os efeitos do ato no social, a experiência do encontro do discurso psicanalítico com as políticas públicas, sejam elas educacionais, culturais, ou de saúde mental.

Um significante lançado ao mundo não é mais individual, afirmava Jacques Lacan em diversos momentos ao retomar o legado de Freud. Cada analista tem responsabilidade com a psicanálise ao sustentar em sua escuta os desdobramentos do fantasma na atualidade. Ao mesmo tempo, interrogar a política dos enlaces no campo psicanalítico faz parte de sua formação. Além disto, a transmissão do discurso psicanalítico está aberta às incidências do ato criativo, fazendo eco à potencia do discurso em seu esburacamento do real.

Convidamos a participar deste evento, no qual psicanalistas de diferentes línguas, formações e transferências estão dispostos ao diálogo e a relançar o ato inaugural que nos faz sustentar o que é a psicanálise.

 

O convite está feito! Será um evento interessante, encontro vocês lá!